terça-feira, 29 de julho de 2008

Mítica do Prozac

Medicina. O que é? Passando os olhos pelos meus cadernos de anotações antigos, percebi que minhas complicações vem de longe, longe.

Achei que tinha certo status mencionar em uma roda que eu me medicava com Prozac e Lexotan. Acho que era sinônimo de modernidade sentar e discutir o que os remédios provocavam no meu comportamento.

Eu li, me informei, até assisti Geração Prozac. Os dramas da bonita no filme eram até bem parecidos com os meus (não, meu pai não me abandonou e nem me iludiu com promessas de afeto não cumpridas).

A verdade suprema é que essa bombinha recaptadora de serotonina conduziu minha mente a um estado meio afastado de mim onde os dramas não são tão dramáticos.

A verdade é que, assim como no filme, consegui mais clareza para executar o que pretendia, sem me enredar nos parangolés que a vida dá na gente.

A fluoxetina pode ajudar por um tempo sim, pela vida toda talvez. Tem nutricionistas, endocrinologistas e até geriatras receitando. A banalização do medicamento é espantosa, vende-se a rodo mesmo com a existência de novos hits da psiquiatria que representam a evolução da indústria farmacêutica.

Admito que a medicação me ajudou e me ajuda a trabalhar os enfrentamentos da vida analisando-os com mais tranquilidade e estabilizando os arroubos emocionais, mas constato que para receber a alta do terapeuta, teremos que comer muito capim e buscar com todas as forças as respostas, aceitações e a confiança que tanto nos faltam.


Efeitos adversos - porque tudo tem um preço:

O prozac diminuiu minha libido consideravelmente a ponto de eu me comportar como uma abobrinha na cama (Muito grave)

O prozac me fez voltar a fumar depois de 6 meses sem cigarro, consequencia dos picos de euforia gerados pela ansiedade (O que é um palito de dente pra quem já está com um poste no c*?)

O prozac me fazia beber litros e litros de água (Ah, algo bom)

O prozac me fez dar um abraço sincero na minha mãe (Lágrimas)

O prozac misturado com álcool me transformou na Madonna (Na melhor fase dela).


A personagem de Christina Ricci em Prozac Nation num momento de bloqueio criativo e falta de banho.

domingo, 27 de julho de 2008

Apraz e Rock n' Roll


Achei que tinha achado a fórmula entorpecente perfeita para "a passagem" para a outra dimensão, aquela onde deve estar o Jim Morrison ou o padre que voou estupidamente sem saber o que fazer com o GPS.
Três tragadas no baseado, uma dose de Jack Daniels com gelo e dois Apraz e tive doces sonhos com muito, mas muito sono no dia seguinte.
O espírito junkie de porco impõe ao psiquiatra que eu ainda quero todas as drogas, eu quero alienação total. Mas não. Eu não quero isso.
Eu quero sentar no balcão do pub, saborear meu Jack, fumar dezenas de cigarros e comer amendoim sujo e contaminado dos dedos dos outros podreras que aparecem lá. Quero falar merdas com o meu gato ali, nas cadeirinhas apertadas daquele moquifo e retocar meu batom vermelho no mesmo espelho onde um metaleiro cabeludo esta se ajeitando depois de fazer xixi.
A boemia é algo presente e necessário em mim. O dark side, o tim-tim dos copos, o visual das garrafas, as figuras bisonhas alimentam meu ideário de personagens.
Por que eu preciso ver coisas bisonhas? Por que ver gente feia é tão divertido? Cara, eu sinto um prazer indescritível em ver bizarrices. Excentricidades? Aham. Com certeza, eu sempre me apaixono por segregados sociais, esquizóides, sociofóbicos, suicidas potenciais e adictos.
É a síndrome de Madre Tereza ou minha vontade de mudar nos outros o que não mudo em mim?
Benzo deus!

Pam, Pam, Pammmmmm!!!!

Ultimamente o meu amigo Valiumozo tem sido o meu honrado companheiro. Ele sempre está nos bolsos das minhas calças, entre os meus seios, nos meus sutiãs, nas minhas bolsas, nas minhas carteiras, mas principalmente no meu estômago e de preferência bem diluído.
Ele faz parte da tribo do Pans, ele é o mais sábio e o mais velho deles. Apesar das inovações tecnológicas, sempre recorremos a ele e é indescritível a sua ação no meu corpo.
Eu escrevo fluidamente, danço como se o meu corpo fosse um instrumento, pinto com veracidade e as cores da minha arte, em um todo, dizem muito do meu estado de espírito, diria até espiritual! Uso cores pastéis, tão flutuantes e como me sinto bem com o meu Valiumozo amigo!
O Valiumozo promove desdobramento de corpo, um fenômeno parapsicológico. Enquanto estudiosos chegam a esse fenômeno com técnicas, em sua maioria, frustrantes. O Valiumozo promove tal estado, em alguns minutos!
Adoro todos os seus amigos da turma dos Pans, o alívio é imediato! E a realidade se torna tão acessível, como é bom!!!!
O Valiumozo deveria estar contido na água da Sabesp, pois a população seria menos indomável.
O Valiumozo é um fiel escudeiro raro nas relações cotidianas. Eu indico!!!

E... Pam, Pam, Pam!!!Que soem os trombones, que eu vou passar, ops flutuar.

sábado, 26 de julho de 2008

Cena 1!E abram as cortinas!!!

Um front no Frontal, um Frontal alivia o presente.
Um front no Frontal para uma ansiedade pré-palco.
E com um front no Frontal me apresento em meio a devaneios.

Fabulosa Farmacologia!!!

Terminou com o namorado ou tomou um fora???Final de semestre na faculdade???TPM???O Trabalho não flui???Desempregada???Encalhada???O mundo parece que conspira contra você???

Toma um Rivoltril que passa!Eu mesma sou usuária desta fabulosa invenção, há dias que algumas gotinhas mudam tudo a minha volta.

Qua Quará Quaquá

Ontem estava ouvindo a Elis Regina no album Trem Azul e senti que realmente o sol estava em minha cabeça, usando a metáfora pobre do sol como algo te esquentando a cabeça.
Certamente o dia confuso que tive deixou claro que a necessidade de questionamento existencial se tornou maior que o de costume.
Me sinto chata. Me sinto muito chata. Minha cabeça dói latejando. Como um balão inflando e desinflando (como a propaganda do Luftal, descartando a possibilidade de ter gases na cabeça).
Eu sempre lembro da propaganda da Neosaldina, aquela em que uma porção de jovens toma um porre homérico numa noite e no dia seguinte chamam uma "neozinha".
A Neozinha é parte do kit de sobrevivência do cidadão moderno que trabalha muito, dorme pouco, passa horas sem comer e ainda toma uma carcada do chefe (no mesmo dia). Talvez uma Neozinha com um café, pra turbinar na cafeína, já que somente a dipirona não bastou.
Tem tanta Neozinha na minha bolsa, acabei de ver. Sinto até uma decepção quando demoram pra ser consumidas. É horrível, né? Minha relação com o fabricante dessa maravilha pós moderna é de amor e ódio.
Duas já bastam pra não exagerar e ficar mole (evitando sempre a superdosagem). As vezes a cafeína estimula demais e dá taquicardia (sem exagerar, meu caro). Aí é só dispensar o café.
Depois do "Trem Azul" , ouvi "Me Deixas Louca". Bela canção de amor onde, no show ao vivo a Elis diz que cantar evita rugas e câncer. Será? Ela teve poucas (lógico, não deu tempo) mas ela riu, sempre, mesmo com o sol na cabeça.
Mais um Eme eme com cafeína poupado.