domingo, 27 de julho de 2008

Apraz e Rock n' Roll


Achei que tinha achado a fórmula entorpecente perfeita para "a passagem" para a outra dimensão, aquela onde deve estar o Jim Morrison ou o padre que voou estupidamente sem saber o que fazer com o GPS.
Três tragadas no baseado, uma dose de Jack Daniels com gelo e dois Apraz e tive doces sonhos com muito, mas muito sono no dia seguinte.
O espírito junkie de porco impõe ao psiquiatra que eu ainda quero todas as drogas, eu quero alienação total. Mas não. Eu não quero isso.
Eu quero sentar no balcão do pub, saborear meu Jack, fumar dezenas de cigarros e comer amendoim sujo e contaminado dos dedos dos outros podreras que aparecem lá. Quero falar merdas com o meu gato ali, nas cadeirinhas apertadas daquele moquifo e retocar meu batom vermelho no mesmo espelho onde um metaleiro cabeludo esta se ajeitando depois de fazer xixi.
A boemia é algo presente e necessário em mim. O dark side, o tim-tim dos copos, o visual das garrafas, as figuras bisonhas alimentam meu ideário de personagens.
Por que eu preciso ver coisas bisonhas? Por que ver gente feia é tão divertido? Cara, eu sinto um prazer indescritível em ver bizarrices. Excentricidades? Aham. Com certeza, eu sempre me apaixono por segregados sociais, esquizóides, sociofóbicos, suicidas potenciais e adictos.
É a síndrome de Madre Tereza ou minha vontade de mudar nos outros o que não mudo em mim?
Benzo deus!

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